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Refém do condomínio

Edição 193 do Jornal SíndicoNews - 05/08/2007

 

Li no jornal O Globo do Rio, artigo com esse mesmo título, de autoria de Mauro Halfeld, que também é comentarista sobre economia na Rádio CBN. Nele, o autor alerta os compradores de apartamentos para que dêem especial atenção ao valor da taxa de condomínio. Chama a atenção para o fato de que a taxa condominial é uma despesa permanente, ou seja, terá que ser paga para cobrir despesas como os salários dos empregados, a energia que faz funcionar os elevadores, as bombas e a iluminação, a água, etc. Assim, quanto menor o número de apartamentos, mais elevada será a taxa mensal, pois serão divididas entre menos proprietários. Temos abordado esse assunto inúmeras vezes, alertando que a taxa condominial já é o terceiro item de maior peso no orçamento familiar, depois de educação e alimentação. Embora a taxa condominial possa caber com folga no seu orçamento atual, ela pode subir desmesuradamente no tempo, para valores comparáveis ao próprio aluguel. Esse fato não é raro acontecer. Existem muitos condomínios com taxas condominiais até superiores aos alugueis cobrados de apartamentos vizinhos. Quando nessa situação, os proprietários são os maiores prejudicados, pois taxa condominial elevada se torna um fator de desvalorização, e afugenta potenciais inquilinos ou compradores. Essa situação reduz drasticamente a liquidez do imóvel no mercado, torna a sua venda mais demorada e difícil, não dando alternativa ao proprietário senão conceder substanciais descontos para conseguir sua venda ou locação. Essa situação é dramática em determinados condomínios, e o autor do artigo sugere que a única solução é a de se dar um “choque de gestão”, sem especificar quais medidas seriam. Sabe-se que existem medidas para diminuir consumo de água, de energia, todas, porém, com resultados inexpressivos na redução dos gastos. O item que mais pesa no orçamento do condomínio é a do pessoal, onde a omissão das administradoras tem permitido aumento expressivo das horas extras. Para esse tipo de situação, onde se observa salários e horas extras muito acima do mercado, a única ferramenta legal e eficaz, é a terceirização dos serviços. Somente através dela o condomínio passa a ter profissionais qualificados, com salários adequados ao mercado. Somente a terceirização elimina o acúmulo de passivo trabalhista, e dá a flexibilidade de substituir qualquer empregado a qualquer tempo sem custo adicional. Existem empresas terceirizadoras que antecipam os recursos para a indenização dos empregados, e financiam no médio prazo, de maneira a permitir o pagamento das parcelas mensais com a própria economia obtida. Vale a pena investigar o assunto!

Etore Fuzetti
etore@replaceporterceirizado.com.br

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