Os noticiários dos jornais e TVs indicam que os assaltos a condomínios continuam com vigor, e que os marginais demonstram não se importar com portões duplos, cercas eletrificadas, CFTVs, etc. Eles sabem que são poucos os condomínios que realmente gravam imagens. Se gravam, confiam que conseguirão levar a fita. Partindo do pressuposto de que os marginais escolhem seus alvos onde sentem que a dificuldade é menor, os síndicos procuram instalar todo tipo de equipamento ou obstáculo possível, na expectativa de desencorajar invasões. Os dispositivos de proteção ostensivos, como cerca eletrificada, portões duplos, luzes externas com sensores, etc. são os que devem ter prioridade sobre os demais sistemas, pois, deve-se fazer todo o possível para impedir a entrada dos ladrões. Se a invasão de fato ocorre, então, nenhum dispositivo eletrônico evitará os traumas e seqüelas resultantes das ameaças, agressões, etc. que se pode carregar pelo resto da vida. A instalação desses dispositivos é importante, porém, não suficiente. É preciso tomar duas outras providências igualmente importantes: 1) ter a guarita estrategicamente posicionada e que ofereça proteção mínima ao porteiro. Na hipótese de tentativa de invasão, o porteiro tem que ser alertado em tempo de reagir tocando uma sirena, botão de pânico ou discar 190. O porteiro, no entanto, somente poderá reagir se a guarita lhe der condições mínimas de proteção, sem correr riscos de ser subjugado ou agredido. 2) ter empregados qualificados e treinados para situações de emergência. A vasta maioria dos arrastões não ocorre através da transposição dos muros ou grades. Os marginais se utilizam de artimanhas para iludir o porteiro, convencendo-o a abrir o portão. E é justamente nessa questão que os condôminos mais se enganam, achando que estão seguros porque os seus empregados “são antigos” e, por isso, são “de confiança”. Esse raciocínio é equivocado. Confunde-se “antigo” com “experiente”, e “de confiança” com “capacitado”. São coisas distintas. Não basta o porteiro estar atento à movimentação das pessoas na calçada. Precisa estar treinado e alertado sobre os variados métodos utilizados pelos marginais, e sobre as medidas a tomar ao se dar conta de que o “visitante” é, de fato, um marginal tentando convencê-lo a abrir o portão. É nesse aspecto que vemos a terceirização como a melhor solução: trocam-se os antigos empregados por outros qualificados, treinados com cursos e freqüentes reciclagens sobre segurança. Existem empresas que financiam as indenizações dos empregados a baixo custo, para pagamento com a própria economia proporcionada pela terceirização. Melhora-se expressivamente a segurança e a qualidade dos serviços, com redução da taxa condominial. Etore A. Fuzetti etore@replaceporterceirizado.com.br |