Todo início de ano é sempre tenso para o síndico. Convocar assembléia ordinária, obter aprovação das contas do exercício passado, e, o pior de tudo, ter que pedir (mais uma vez) a elevação da taxa condominial para fazer frente às despesas orçamentárias, para o ano em curso. Poucos condôminos se dão conta de que na medida em que o edifício envelhece (a partir de uns 15 anos de uso), a sua manutenção encarece, exigindo gastos extras com impermeabilizações das caixas d’água, troca de pisos desgastados, pintura da fachada, etc. Concomitantemente a essa situação, os condôminos também envelhecem. Muitos se aposentam e têm seus ganhos diminuídos, quando não se tornam prematuramente desempregados. Com o casamento dos filhos, o apartamento se torna grande demais, e muitos optam pela mudança para apartamentos menores, o que parece ser a oportunidade para obter um bom dinheiro nessa troca. Mas, são nessas horas que caímos na realidade do mercado. O valor do apartamento se desvaloriza, na medida em que envelhece, e passa a ter valor muito inferior aos dos apartamentos novos, com áreas até menores. E é nesse momento que também nos damos conta de que o valor e a liquidez do nosso imóvel estão diretamente relacionados com o valor dessa taxa condominial, ou seja: quanto mais alta essa taxa, menor é o valor do aluguel, e menor é a liquidez para venda. Mas, voltemos ao síndico, preocupado com a assembléia que se aproxima. Puxa – ele imagina – vai ser aquela agitação, gritaria, quem sabe até insinuações de incompetente... ou, está gastando mal, ou, pior ainda, ...aonde foi parar o meu dinheiro? – e por aí afora. O síndico, porém, está esperto, e vai preparado para apresentar alternativas para redução de custos. E começa: -se o zelador cuidar do jardim, economizaremos R$ 150,00; colocando sensores na garagem, baixa a energia em R$ 80,00; com cadeado no telefone da portaria, mais R$ 40,00, etc. Somando tudo e dividindo pelo número de unidades, teremos...quanto? Só R$ 9,50 de redução? Que decepção.... Esse síndico é mesmo um incompetente! Temos que concordar que o síndico não está sendo criativo na busca de soluções efetivas para reduzir custos ou, não está sendo corajoso o suficiente para repensar a maneira como o condomínio vem sendo gerenciado. Porque não considerar, por exemplo, a terceirização dos serviços? Porque não considerar eliminar a folha de pagamento e seus pesados encargos de empregador para uma sólida e competente empresa de terceirização? Enfim, Sr. síndico, se você se sente mais ou menos na situação acima, e precisa reduzir os custos condominiais de maneira eficaz e imediata, porque não procura esclarecimentos sobre terceirização? Aqui mesmo, nesta página, tem um anúncio. Você vai se surpreender em constatar que a sua implementação é tão simples e fácil, que se arrependerá de não tê-lo feito há mais tempo.
Etore Fuzetti
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