Nos tempos atuais, a maior preocupação dos síndicos não é com a segurança do condomínio, ou com o despreparo dos empregados. Também não é com as obras que já deveriam ter sido feitas, e nem mesmo com a reforma do elevador já todo grafitado. A maior preocupação dos síndicos é, sim, com a arrecadação mensal que está cada vez menor devido à inadimplência, e as despesas crescentes. E essa preocupação com o desequilíbrio das contas é maior ainda, pelo fato de que a simples elevação da taxa condominial não é a solução, porque parte significativa dos condôminos está tendo dificuldades para manter os pagamentos em dia. É, portanto, necessária uma análise detalhada de cada tipo de despesa, e verificar onde se pode diminuí-las. Sabe-se que dentre todas as despesas, a maior é, de longe, a da folha de pagamento, que chega a representar até 60% do total. Em seguida temos as despesas com a água da SABESP, e a da energia elétrica. Quanto a esta última não há muito que fazer, a não ser colocar sensores na iluminação da garagem e da escada, trocar as lâmpadas por outras de menor consumo, e mantê-las acesas o mínimo necessário. Quanto às despesas com água, é preciso verificar se é por consumo ou se existem vazamentos. É muito provável que o aumento da conta seja devido a válvulas de descarga desreguladas, ou consumo excessivo com lavagens muito freqüentes das áreas comuns. Resta, finalmente, a campeã das despesas que é a folha de pagamento. O síndico e os conselheiros sabem que os antigos empregados estão com salários muito elevados em relação ao mercado. Alguns deles poderiam até ter se aposentado, porém, eles têm receio de que, com a iniciativa de se aposentar, possam perder o direito de receberem a indenização à qual teriam direito se fossem demitidos. Assim, nada é feito, o tempo passa, e os apertos no caixa mostram que não dá mais para adiar uma decisão a respeito. É exatamente aí que entra a parte irônica desta situação: a redução substancial do maior dos gastos que é a folha de pagamento, é a que tem a mais simples e fácil solução. Estamos falando da terceirização de serviços. Ela reduz a taxa condominial entre 25% e 40%, porque o condomínio deixa de ter empregados próprios e deixa de ser empregador. Elimina a folha de pagamento e seus encargos, e elimina uma dúzia de contribuições para instituições que não trazem nenhum benefício direto para o condomínio. A terceirização elimina o passivo trabalhista para sempre, e garante que todos os novos empregados sejam capazes, eficientes e corteses com os condôminos. Caso contrário, o síndico poderá substituí-los a qualquer tempo, sem qualquer custo adicional. Por falar em custo, o valor das indenizações a serem pagas aos empregados poderá ser financiado a juros simbólicos, e por tantos meses quantos necessários, de maneira a poder repagar com a própria economia proporcionada pela terceirização.
Etore A. Fuzetti
etore@replaceporterceirizado.com.br |