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Mais aumentos nos custos do condomínio

Edição 169 do Jornal SíndicoNews - 05/06/2005

 

O reajuste salarial anual dos empregados de condomínios previsto para outubro, provocará novo aumento no valor da taxa condominial. Embora a expectativa da inflação oficial para o ano de 2005 esteja abaixo de 6%, o reajuste poderá se situar entre 8% e 10%, em vista do último aumento do salário mínimo de 15% ocorrido em abril passado. No seu rastro virão aumentos decorrentes dos biênios e qüinqüênios, das cestas básicas, etc. Ao contrário do que fazem as empresas e corporações, que reajustam salários apenas quando precisam ou podem, e quando podem, o fazem somente para aqueles que precisam gratificar por mérito, pela sua produtividade, os condomínios não têm qualquer capacidade de decisão quanto a dar ou não o aumento, nem quanto ao percentual do reajuste, e nem quanto aos empregados que merecem ou não esse aumento. Todos recebem reajustes independentemente de suas capacidades e méritos, uma vez que o reajuste salarial vem pelo dissídio anual da categoria, e é igual para todos. Na contra mão desse reajuste salarial, está à situação de penúria do caixa da vasta maioria dos condomínios, da inadimplência cada vez mais alta, e da visível deterioração das instalações, resultante da incapacidade de se levantar recursos extras para a sua manutenção. A dificuldade financeira dos condomínios vem crescendo sistematicamente nos últimos 10 anos, período em que o ganho salarial médio do trabalhador caiu mais de 30% em relação à inflação de 148,9% acumulada no período, enquanto o salário médio, mais benefícios dos empregados de condomínios, foi reajustado em 395%. A dificuldade financeira dos condomínios decorre também do elevado índice de desemprego, do reemprego por salário menor, das aposentadorias, etc. Nesse cenário de deterioração econômica, a inadimplência é inevitável, resultando no aumento da insegurança e na diminuição da qualidade de vida. E o pior, é que a tendência desse desequilíbrio entre o nível de renda dos condôminos, e os custos diretos com serviços e manutenção do condomínio, tende a se agravar mais e mais a cada ano, tornando imperativa a tomada de medidas que aliviem ou amenizem esse desequilíbrio. Deve, pois, merecer do síndico e de seus conselheiros uma séria reflexão quanto as alternativas disponíveis para a adoção de medidas para a redução dos custos. Quanto antes for tomado, menor será o custo de sua implantação, e mais cedo se começa a economizar. Se você não sabe quais são as alternativas disponíveis para se reduzir custos, consulte um profissional que esteja oferecendo serviços com essa finalidade...

 

Étore Fuzetti
etore@replaceporterceirizado.com.br

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