Todo início de ano é sempre tenso para o síndico. Convocar assembléia ordinária; apresentar as contas do exercício; mostrar (mais uma vez), que as crescentes despesas com pessoal e serviços públicos; as inadimplências; as obras para recuperação de fachada; a troca de prumadas ou reformas dos elevadores; enfim, obras mínimas e inadiáveis para a manutenção do prédio habitável; exigirão elevação da taxa condominial.
Vai ser aquela agitação, gritaria, reclamação e, quem sabe, até insinuações de que você é incompetente, que está gastando mal. Pior ainda, poderão até questionar o destino do dinheiro das taxas.
Poucos condôminos entendem que o edifício é parecido com o corpo humano. Na medida em que envelhece (a partir de 20 anos ou menos), sua manutenção encarece, exigindo reformas como impermeabilizações de lajes e de caixas d’água; trocas de prumadas d’água; pintura da fachada; reforma dos elevadores; etc. São obras custosas, que exigem substanciais arrecadações extras. Por outro lado, concomitantemente a essa situação, os condôminos também envelhecem, muitos se aposentam e, na média, têm seus ganhos diminuídos, quando não se tornam prematuramente desempregados.
Com os casamentos dos filhos, muitos optam pela mudança para apartamentos menores, o que parece ser a oportunidade de se obter um bom dinheiro na troca de imóveis. Mas, são nessas horas que caímos na realidade do mercado. O valor do apartamento desvaloriza, na medida em que envelhece, e passa a ter preço muito inferior aos apartamentos novos com áreas até menores. A taxa de condomínio mensal também é outro fator que desvaloriza o imóvel: quanto mais alta, menor é o valor do aluguel ou, menor a liquidez para venda.
Mas voltemos ao síndico preocupado com a assembléia. Ele se acha esperto e vai preparado para apresentar uma série de alternativas de redução dos custos. Ele começa e discursa: “se o faxineiro fizer a manutenção do jardim, economizaremos R$ 150,00; se colocarmos sensores na garagem, vamos baixar a energia em R$ 80; colocando cadeado no telefone da portaria, mais R$ 25”. Somando tudo e dividindo pelo número de unidades, teremos só R$ 9,50 de redução. Que decepcionante. Esse síndico vai ser taxado de incompetente.
De certa forma, temos que concordar que o síndico não está sendo muito criativo na busca de soluções para reduzir os custos, ou não está sendo corajoso o suficiente para repensar a maneira como o condomínio é administrado. Por que não considerar, por exemplo, a terceirização dos serviços do condomínio? Por que não considerar a transferência dos pesados encargos de empregador, para uma sólida e competente empresa de terceirização, que cuidará da contratação e treinamento de empregados selecionados, com perfil de experiência e conhecimentos exigidos na contratação?
Sabemos que existem idéias falsas a respeito da terceirização, criadas por pessoas que se opõem à mudança. Geralmente, por excessivo apego aos empregados, ou por receio do montante da indenização a ser paga, etc. Outros opositores acham que a terceirização não tem amparo legal, ou porque gera muito rodízio do pessoal, colocando em risco a segurança. Enfim, são todas idéias falsas, não correspondentes à realidade. É fácil derrubar essas mentiras com testemunhos de síndicos de condomínios já terceirizados. Eles confirmarão que, não obstante o fato dos empregados uniformizados serem melhores, a terceirização pode reduzir os custos com pessoal em até 50%!!!
Enfim, Sr. Síndico, já que não te ocorre melhor opção para reduzir os custos condominiais de maneira eficaz e imediata, por que não procurar esclarecimentos sobre a terceirização? Aqui mesmo nesta página tem um anúncio. Você vai se surpreender em constatar que a realidade é completamente outra. É tão simples e fácil de implementar, que você vai até se arrepender de não ter feito há muito tempo.
Etore Fuzetti
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