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Tempos difíceis pela frente...

Edição 209 do Síndico News - 05/12/2008

 

          Sou otimista por natureza, e sempre nutro a expectativa de que amanhã será melhor que hoje, que foi melhor que ontem. No entanto, há três meses venho lendo péssimas notícias sobre a economia mundial, e até há pouco se achava que seus reflexos no Brasil seriam mínimos. Hoje não há mais dúvidas de que essa crise mundial nos afetará pesadamente, provocando queda no consumo, aumento do desemprego, da inflação, redução da taxa de crescimento, etc. Estava querendo evitar fazer esses comentários nesta coluna, porém, acho que os síndicos e membros do corpo diretivo devem estar cientes dos possíveis reflexos dessa realidade sobre as contas do condomínio, ainda mais que os custos com pessoal foram elevados em 9% a partir de 1º de outubro. Entendo que o aumento na taxa de desemprego fará com que milhares de brasileiros passem a noite pensando como pagarão as contas que estão se vencendo, como o aluguel, a escola, energia, cartão de crédito, taxa condominial, etc. Pense comigo: se você não tem recursos suficientes para liquidar todos os compromissos, quais deles você deixa para pagar “quando puder”? Resposta: aqueles, cujas multas e juros sejam os menores, e cujos credores não têm como forçá-lo a pagar imediatamente. Quais despesas se enquadram nessas condições? Podem ser as do telefone e da energia por uns 30/40 dias até que ameacem cortar o serviço, e a taxa condominial, que permite pelo menos um ano de inadimplência sem maiores conseqüências, e com taxa de juros irrisória. Portanto, numa situação como esta que ora vivemos, e que sabemos que o que está se aproximando rapidamente não é uma “marola”, mas, com certeza, uma onda gigante que aumentará o desemprego, é importante que os dirigentes dos condomínios se preparem para tomar medidas que pelo menos alivie o peso das contas e do custo de vida em geral, tentando-se minimizar, assim, a temida inadimplência. Mas o que fazer a respeito? Existem algumas providências que reduzem o consumo de água e de energia. As reduções são modestas é verdade, mas representativas no acumulado do ano. Existe também a terceirização de serviços que é eficaz e de efeito imediato na redução dos custos com pessoal. Por incrível que possa parecer, ao mesmo tempo em que a terceirização diminui custos de maneira expressiva, ela melhora a qualidade dos empregados e dos serviços que executam. A terceirização elimina o passivo trabalhista para sempre, e garante que todos os novos empregados sejam dedicados e competentes, caso contrário, o Síndico pede substituição a qualquer tempo, sem qualquer custo adicional. A indenização trabalhista paga aos empregados pode ser financiada e paga com a própria economia proporcionada pela terceirização.

Etore A. Fuzetti
etore@replace.com.br

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