Reportagem recente publicada no Estadão destacou o aumento de 9% nos custos condominiais nos últimos 12 meses, conforme dados levantados pelo Dieese. Esse aumento foi mais que o dobro da inflação oficial no mesmo período, de 4,1%. No exame dos componentes desses custos, os vilões foram os custos fixos, aqueles que se repetem todos os meses, e que não se consegue evitar por serem indispensáveis: são os custos com água, energia, pessoal, etc. De fato, todas as concessionárias de serviços públicos reajustaram suas tarifas acima da inflação. Somente a Eletropaulo anunciou aumento de 13% para a energia. Em outubro passado, os empregados de condomínio tiveram aumento de 9% nos salários e, os gastos com empregados chegam, em média, a 60% do total dos gastos. Essa tendência de elevação nos custos acima da inflação tem sido uma constante, contra a qual os síndicos, pobres mortais, se vêem impotentes para minimizar seus reflexos sobre a arrecadação da taxa condominial. Essa situação tem sido desastrosa para os condomínios, principalmente nessa fase crítica da economia, na qual todos estão empenhados no corte dos custos de produção ou de serviços, trocando empregados por salários menores, cortando benefícios, etc. Isso reflete diretamente nos condôminos, que perdem poder aquisitivo pelo reemprego com salários menores, pela aposentadoria, etc. A taxa condominial vai crescendo de tal maneira no tempo, que chega a superar até os custos com alimentação, ou da educação, tornando-se num verdadeiro “aluguel” de um imóvel, do qual se é proprietário. O crescimento desmesurado do condomínio torna o imóvel ilíquido, ou seja, dificulta sobremaneira seu aluguel, ou sua venda a preço justo. Muito pouco se pode fazer na contenção das despesas das concessionárias públicas. Porém, nos gastos com empregados, existem soluções eficazes e de efeito imediato na redução desse tipo de custo. Trata-se da terceirização de serviços. Se no teu condomínio o gasto com pessoal está perto dos 60%, é muito provável que, com a terceirização, se consiga uma redução média de até 30%. E não existem obstáculos para isso. Os custos com a indenização dos empregados poderão ser financiados, e pagos em prestações mensais com a própria economia obtida com a terceirização. Numa tacada você se livra do próximo reajuste salarial de outubro, e da arrecadação extra para o 13º salário. O síndico passa a ter total decisão sobre a composição da nova equipe, de maneira a se estabelecer um valor contratual dentro da capacidade de pagamento, e se obter o melhor custo/benefício para o condomínio. Não perca mais tempo. Consulte uma empresa idônea que lhe assessorará na busca da melhor solução para o teu condomínio.
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